quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Polícia Militar inscreverá para Forças de Paz da ONU

Nos próximos dias a PM do Pará, por meio da Diretoria de Ensino e Instrução, divulgará as normas para seleção de Oficiais PM para composição das Forças de Paz da ONU, conforme as diretrizes da IGPM e COTER.
É bom ficar de olho e treinar para as provas, entre elas a de pilotagem de veículos e de idioma (inglês).
A história da PM do Pará já registrou a participação de diversos oficiais nas tropas da ONU, entre os quais CEL MARCOS EISMANN, TEN CEL FERNANDO, TEN CEL SERÁPHICO, TEN CEL BRAGA, TEN CEL GIBSON, TEN CEL GUERRA e o CAP PM BASSALO, entre outros.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

História do Museu da Polícia Militar do Pará

INTRODUÇÃO
O Museu da Polícia Militar do Pará é uma unidade de apoio, dentro do organograma da Policial Militar do Pará está subordinado à Ajudância Geral e tem por missão de identificar, salvaguardar, expor, comunicar o patrimônio museal da corporação, realizando ainda a educação patrimonial para o público interno e externo.
A finalidade do Museu da PM é, portanto, a preservação do patrimônio histórico, artístico, e cultural da corporação e a promoção da difusão cultural desse patrimônio.

Ao longo da história da Polícia Militar do Pará em dois outros momentos foram feitas tentativas de se constituir um museu da corporação, mas ambas não lograram êxito de se manterem no tempo.

IMAGEM DO QUARTEL DA CAVALARIA DA PM
I – Duas tentativas de criar o Museu da PM
No Comando do Coronel PM Francisco Ribeiro Machado (1983-1986) foi organizado um museu no prédio do CFAP, na Ilha de Caratateua (Outeiro), para onde se levaram, em janeiro de 1985, os objetos apreendidos com o “gatilheiro” Quintino, que foi vitimado ao reagir à voz de prisão dada pela PM na gleba Cidapar, em Viseu, naquele mesmo ano. A esses objetos se somaram inúmeros outros, principalmente documentos que tratavam de fatos históricos pelos quais a corporação passou como era o caso da Guerra de Canudos, e da Guerra do Paraguai, além de documentos históricos da corporação que datavam do final do século XIX e início do séculos XX.
Visita da Prof. Marcela - Museologia/UFPA, em visita à equipe de formação do Museu.
A partir do final dos anos de 1990 o acervo encontrava-se dispersado e desorganizado, não se constituindo como museu e boa parte dos quais estavam amontoados no quartel do 1º BPM, que funcionava na Estrada do Decouville, na Vila de Marituba, então pertencente ao município de Benevídes.
Tal situação mobilizou esforços do Tenente Coronel PM WALDIMILSON GODINHO DE MORAES FILHO que reorganizou no Batalhão de Polícia de Guardas um pequeno museu, inaugurado no ano de 2002, que contou com a colaboração de um pequeno grupo de auxiliares entre os quais o então 2º TEN PM ARIEL DOURADO SAMPAIO e o seu genitor, ANTÔNIO CARLOS SAMPAIO MARTIS DE BARROS, tendo este se encarregado pessoalmente de acompanhar a construção de 08 (oito) mostruários em madeira para o museu.

II – Da decadência à terceira tentativa de criar um museu
Embora tendo funcionado no BPGDA o espaço de memória não teve continuidade na preservação do patrimônio histórico da corporação e em 2008 o acervo, novamente, já se encontrava totalmente desarticulado, com parte das peças e objetos espalhados pelo Comando Geral e prédio do 2º BPM, quando esta unidade deixou sua sede de aquartelamento localizada na Rua Gaspar Viana, 746, no bairro do Reduto.
No 2º BPM, em 2002, durante o comando do TEN CEL PM RAIMUNDO DE OLIVEIRA PANTOJA JÚNIOR (falecido), os objetos e documentação histórica ficaram acondicionados numa sala que tinha por responsável na organização e manutenção o então 3º SGT PM SIDCLEY MONTEIRO DAS NEVES, contudo esse trabalho não teve continuidade.
Situação em que foram encontrados os documentos da PM em 2008, no 2º BPM
A dispersão do acervo se deveu a dois fatores principais: a inexistência de um museu, devidamente aprovado em lei, com definição clara da sua atividade, responsabilidade pela chefia e, também, pela inexistência de um local destinado ao acervo, uma edificação própria, vindo a funcionar precariamente nas edificações dos quartéis, ora no CFAP, ora no BPGDA e no 2º BPM, concorrendo o acervo com outras seções administrativas dos batalhões na disputa por espaços físicos.
Uma parte dos documentos foi reunida no prédio do 1º BPM que, deixando a sede de seu aquartelamento na Estrada do Decouville, em Marituba, muitos documentos se perderam. Da mesma forma aconteceu com o que foi guardado no 2º BPM, que em 2008, quando sofreu uma intervenção organizada pelo CESO/PM para lá funcionar um hotel de trânsito e uma fábrica de confecções de uniforme teve dispersada a documentação.
Com essa intervenção, outros vestígios foram removidos como é o caso da quadra de esportes que por mais de trinta anos abrigou as atividades esportivas da tropa do Batalhão de Guardas da PM, o Batalhão Cérbero, guardadas somente na memória de policiais militares que ali puderam disputar partidas, como recordava o Coronel Anastácio das Neves, e os Coronéis Campos, Nonato e Guimarães, dos quais temos uma fotografia de uma partida em épocas remotas.
A tentativa de dar um prédio ao museu começou a se desenhar em 2008 quando se discutia os preparativos para os 200 anos da PM e uma reunião de Coronéis PM, em Castanhal, alinhavou-se o primeiro esboço do plano estratégico, ficando de ser reformado o 2º BPM, o qual abrigaria o Museu, a Banda de Música, a sede do CPC e a Companhia de Polícia Turística.
Doação de Manequins para formação do Museu da PM
A falta de recursos fez com que a reforma e restauro não ocorresse e em 2011 como forma de reformar o prédio do 2º BPM foi feito convênio com a Casa Cor, que se utilizou do espaço do Batalhão Tiradentes, mas sem o resultado esperado por parte da PM que era o de ter o prédio totalmente reformado, por isso não houve condições de instalar o museu e nem reinstalar o 2º BPM naquele espaço.




III -  A criação legal do Museu da PMPA:
Paralelamente a tentativa de dar um prédio ao museu, o Comando da corporação, através da revisão da Lei de Organização Básica incluiu o Museu e o Arquivo Geral, logrando êxito na aprovação da Lei Complementar nº 093, de 15 de janeiro de 2014, que ao alterara a Lei Complementar nº 053, de 07 de fevereiro de 2006, incluiu entre as unidades componentes da Ajudância Geral, no Artigo 19, inciso X, o Museu da PM.
Assim sendo, estava criado o Museu da PM, que somente teve a nomeação do seu primeiro Chefe um ano e três meses depois de criado pela LOB.
Desta forma, em 13/05/2015, foi nomeado o primeiro Chefe do Museu o TEN CEL PM MARCUS ROBERTO BRASIL, pela 656/15-DP/1, publicada pelo BG Nº 091, de 20/05/2015. O TEN CEL PM BRASIL Chefiou o Museu até 23/09/2015, quando foi substituído pelo TEN CEL PM GABRIEL GIRÃO DA SILVA, o qual foi nomeado pela Portaria nº 1005/2015-DP/1, de 22/09/2015, publicada pelo BG Nº 173, de 23/09/2015, ficando na Chefia pouco mais de um ano até a passagem para a Reserva Remunerada.


IV – Juntando esforços para ter um museu de fato:
No período de setembro de 2015 a setembro de 2016, um grupo composto pelo Chefe do Estado-Maior Geral, Coronel PM Lázaro Saraiva de Brito Júnior, pelo Ten Cel PM Gabriel Girão da Silva, Chefe do Museu, pelo Ten Cel PM Marcus Paulo Ruffeil Rodrigues, colaborador, Major PM Ronaldo Braga Charlet, do PM/3, Capitão PM Itamar Rogério Pereira Gaudência, da APM, 1º Ten PM Fernando Alberto Souza Lima e 2º Ten PM Ismael da Silva Barros, estes últimos do CFAP, reunia-se na sala do Chefe do EMG.
Equipe de formação do Museu, entrevista com o Ten Leal Neto (à paisana). Uniformizados, da esquerda para a direita: Ten Cel Gabriel, Ten Alberto, Cel Saraiva - Chefe do EMG, Capitão Gaudêncio, Major Charlet e Ten Ismael.
As reuniões contaram com o apoio do Exmº Sr. Comandante Geral, o Coronel PM Roberto Luiz de Freitas Campos, que incentivava os trabalhos da equipe, almejando ver formatado o Museu da PM.
Nas reuniões semanais o grupo discutia as formas e estratégias de se dar vida ao Museu da PM, entre as ações desencadeadas se destaca a reunião de peças documentais e objetos para fazer parte do museu, tais como peças de vestuários, bustos, medalhas, manequins, fotografias e as entrevistas com fontes vivas da história da corporação como o Coronel Anastácio Neves, o Coronel Francisco Machado, o Capitão Abelardo, o Tenente Leal Neto, o Tenente Aurino Quino Pinduca, o Soldado Mendes, entre outros.
O resultado desse árduo trabalho foi a inauguração em 23 de setembro de 2016 do Memorial “Coronel PM Orvácio Deolindo da Cunha Marreca”, no Salão Nobre do Comando Geral, com farto material recolhido pelo grupo.
Outro resultado importante foi a digitalização de 137 documentos históricos da PMPA, do final do século XIX e início do XX, realizado por dois voluntários civis, Anderson e Cléber, ambos alunos do curso de Biblioteconomia da UFPA.
Inauguração do Memorial, em 23/09/2016


Finalmente, três oficiais da equipe de formação do Memorial Coronel PM Orvácio Deolindo da Cunha Marreca, Ten Cel PM Rufeill, Major Charlet e Capitão Gaudência, candidataram-se às cadeiras recentemente abertas no Instituto Histórico e Geográfico do Pará – IHGP e puderam ser aceitos entre os sócios daquele silogeu, capitaneado pela Prof. Anaíza Vergolino e Silva e que já contava entre seus sócios com o Major João Garcia Reis, membro do IHGP há pelo menos 4 anos.
Transpote de mostruários do Museu após recuperação pela SUSIPE
O acervo do Memorial, quando de sua formação contou, também, com as doações do Escritório Bagliolli Advogados Associados, Harden Artigos Militares, e Superintendência do Sistema Penal que fez o restauro da mobília do museu, através dos trabalhos dos internos do CRC (Centro de Recuperação do Coqueiro), além da doação de diversos artigos que eram guardados com carinho pelos Policiais Militares, como foi o caso de um uniforme cáqui, doado pelo Soldado PM Ref Mendes, somente para citar um exemplo.

V – Situação atual do Museu da PMPA
Atualmente o Museu da PM é Chefiado pelo Major PM Ronaldo Braga Charlet - Especialista em Patrimônio Histórico pela UFPA, conta com uma equipe ainda diminuta de 05 (cinco) voluntários civis: Mateus e Valéria, os quais cursam Museologia, na UFPA; Anderson, aluno de Biblioteconomia, na UFPA, que participou do escaneamento de documentos históricos da PMPA e atualmente desenvolve pesquisa no CENTUR, no setor de obras raras e periódicos; e Rayele e Victor, que realizam os escaneamentos de documentos antigos.  
Visita ao Museu da PM no dia de Inauguração, 23/09/2016

O Museu da PM conta com dois espaços provisórios: o Memorial “Coronel PM Orvácio Deolindo da Cunha Marreca”, inaugurado pelo Governador Simão Jatene em 23/09/2016 e uma sala de pesquisa e reserva técnica, destinado ao serviço administrativo do Museu.
O Memorial “Coronel PM Orvácio Deolindo da Cunha Marreca” funciona no Salão Nobre do Comando Geral e possui um pequeno mais significativo acervo, em fase de consolidação, composto em sua quase totalidade por objetos doados por Policiais Militares que se comoveram com a lacuna em nossa História e tem atraído a curiosidade de muitos visitantes, num total de mais de 130 visitas até o momento.
É o primeiro passo para se consolidar como um importante espaço de memória e prima por evidenciar que a história da Polícia Militar do Pará se confunde com a própria história do Estado, destacando importante ação na recuperação da memória institucional, contando com forte incentivo do atual Comandante Geral, o Coronel PM Roberto Luiz de Freitas Campos.
Entre as ações de incentivo à visitação do Memorial “Cel PM Orvácio Marreca” destaca-se as comemorações do Dia do Inativo, em outubro de 2016, quando o memorial foi visitado por um grupo massivo de policiais militares da inatividade, após o evento realizado no Auditório da PMPA.
A Polícia Militar do Pará é patrimônio da Sociedade Paraense! Este é o lema pelo qual a Polícia Militar do Pará convida a todos à reflexão sobre a história e a memória da corporação e de todo o Estado, pois em momentos cruciais, a PM esteve ao lado da sociedade defendendo a ordem pública e a segurança e incolumidade das pessoas e do patrimônio, como reza atualmente as constituições Federal e Estadual.
Galeria dos Chefes do Museu

Da mesma forma e animados por este lema, convidamos aos Policiais Militares do serviço ativo, da reserva remunerada e reformados a fazerem-nos uma visita e rememorarem os momentos em que deram de si para promover a lei, a ordem e a justiça em nosso Estado.
Convidamos, também, à sociedade em geral para conhecer e reconhecer, na visita ao Museu da PM, os traços de história que ligam a corporação Polícia Militar do Pará com a nossa sociedade.
Agradecemos também, a todos e a cada um que contribuíram e contribuem para que o Museu da PMPA alcance, entre os seus pares, espaços de memória, destaque social na promoção da cultura, da memória e história de nosso Estado.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

ACONTECEU NA PMPA: 02 DEZ 1970

Foi tornada sem efeito a publicação referente à assunção do comando da Cia do CG pelo 1º TEN PM ABILIO PEREIRA MARQUES e foi nomeada a comissão para proceder perícia na viatura de placa 2026, um Jeep, que fora incendiada, tendo por responsável pelo IPM o CAP PM JOSÉ MARIA MACHADO. A comissão era composta pelo CAP PM HERCILIO AMARANTES DE OLIVEIRA e SUB TEN PM IZAIAS CARVALHO DA SILVA.


* FONTE: BG Nº 223, 02 DEZ 1970, fls 969.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

ACONTECEU HOJE NA PM: 01 DEZ 1970

O 1º TEN PM ABILIO PEREIRA MARQUES assumiu o comando da Companhia do Comando Geral, substituindo o 2º TEN PM CLETO JOSÉ BASTOS DA FONSECA. Este oficial PM deixou o comando da CCS/QCG para assumir o comando do Pelotão de Choque.
* FONTE: BG Nº 222, de 01/12/1970, fls 966.
Quando se fala no BPCHOQUE atualmente são lembradas figuras como o CEL PM CALANDRINI, O TEN CEL PM COSTA entre outros, mas não podemos esquecer os momentos iniciais em que essa tropa esteve sediada no Comando Geral da PMPA.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

ACONTECEU NA POLÍCIA MILITAR DO PARÁ

Apresentou-se em 30/11/1970 no Comando Geral da PMPA o CAP PM Médico FERNANDO DE JESUS DE CASTRO LOBATO, por ter regressado das Manobras Militares (Operação Carajás), na zona do tocantins, bem como o 1º TEN PM Dentista CARLOS ALBERTO DE MIRANDA SOARES.
* Fonte: Boletim Geral da PMPA Nº 222, de 30/11/1970.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Tiradentes Esporte Clube: uma agremiação esportiva que nasceu na PMPAC

Imagem 01: Carteira de Sócio Fundador da Associação Atlética Tiradentes
Ao iniciar minha carreira policial militar, nos anos de 1994, ainda cheguei a receber meus vencimentos no quartel. 

Como aluno soldado PM (Soldado Classe Simples, segundo o Estatuto dos Policiais Militares, ainda em vigor) recebia no CFAP e como Soldado de 3ª Categoria (Soldado já formado, com menos de 5 anos de serviço) recebia o contracheque e o salário no quartel da CIRP.

Pude presenciar, entre os policiais militares mais antigo certo desconforto com o número de descontos existentes e que ficavam na tesouraria de cada OPM que o repassava aos devidos credores.

Contra-cheque do SD PM WILSON
Pude esta semana, ajudar minha mãe, Maria Hermínia Braga Charlet, na arrumação de seu "baú de curiosidades" e entre diversas fotografias de caráter pessoal e familiar pude me deparar com uma carteira do meu pai, então o Soldado PM Luiz Charlet de Queiroz, onde constava ser sócio fundador da Associação Atlética Tiradentes que veio a ser a entidade mantenedora do Tiradentes Esporte Clube, um dos times que na década de 1980 veio a disputar com grande êxito o campeonato paraense de futebol.

A carteira do meu genitor era a de número 723, datada de 30 de setembro de 1975, um ano depois do meu nascimento. Esse reencontro com o passado ajuda a remontar as relações existentes entre a Polícia Militar do Pará e o desenvolvimento do esporte em nosso Estado, temática perseguida pelo Capitão PM Itamar Rogério Pereira Gaudêncio, doutor em História Social pela Universidade Federal do Pará.

Imagem 03: verso do contra-cheque do SD PM WILSON
Assim, começamos a compreender que a Polícia Militar vai além do simples ato de serviço de cobrir as práticas esportivas em que tomam parte diversas agremiações esportivas como é o caso do Clube do Remo, do Paissandú Esporte Clube, Tuna Luso, Bragantino, entre outros. Mas, principalmente, a Polícia Militar tomou parte com o incentivo dado ao Tiradentes Esporte Clube.

A agremiação figurava entre os fornecedores que tinham descontos garantidos em folhas de pagamentos (contracheques) dos policiais militares, como podemos ver no caso da imagem ao lado.

Na frente, o contracheque trazia os dados impressos na Secretaria de Administração que constava das vantagens (ganhos legais) subtraídos dos descontos autorizados naquela esfera administrativa.

No quartel havia um carimbo com todos os demais fornecedores e credores dos policiais militares que o Tesoureiro do quartel tinha que recolher para o repasse aos mesmos.

No verso do contra-cheque do SD PM WILSON, em 1989 constava como possibilidades de descontos: Funsau; Ceso PM, CCSPM; ANASP; Capemi; Gboex; Sulamérica; Cia Bandeirantes; CSSPM; IBRAS, MSP do Brasil; AA Tiradentes (Associação Atlética Tiradentes); COPM; GP DO HP (ilegível); FEDERAL DOS SEGUROS; CÍRCULO MILITAR; ALUGUEL DE CASA; E.A. DOCG; DIVERSOS; MELICIANO; FARMÁCIA e TRANSP. 

Eram vinte e cinco itens para serem descontados ou não conforme fosse o caso de casa policial militar em particular. 

Como funcionavam essas tesourarias? Como se davam o controle desses recursos? Qual o grau de satisfação ou não dos policiais militares com esses descontos nos quartéis? Todos esses descontos eram de "bom grado" ou haveria algum tipo de pressão para que o policial militar fizesse uso de alguns serviços desses? Haveria algum tratamento diferenciado para aqueles que aderissem a esses ou aqueles serviços? Todas essas questões ainda aguardam por respostas e implicam numa série de outras questões que podem ser levantadas na vida e cotidiano dos quartéis nos anos de 1970 e 1980. Cabe portanto aos investigadores da história nos apresentar os elementos dessas relações, sem contudo, atuar de forma anacrônica, numa realidade em que havia sérias restrições ao crédito e o sistema policial militar tanto poderia oferecer uma alternativa viável em tempos de crise para fazer frente à demanda de consumo e serviços e garantir que os mesmos seriam ressarcidos por seus servidores (policiais militares), os quais, até hoje não podem e não devem assumir dívidas acima de suas capacidades financeiras.

RONALDO BRAGA CHARLET - Major PM
Chefe do Museu da Polícia Militar do Pará e Membro do Instituto Histórico e Geográfico do Pará



quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Distintivo da Companhia de Rádio Patrulha

Foto 1: brasão da CIRP/PMPA
O policiamento ostensivo realizado pela Polícia Militar a partir dos anos de 1960 começou a conjugar o policiamento motorizado com o uso do equipamento de rádio comunicação, o que permitia que as viaturas policiais pudessem se comunicar entre si e com uma central de rádio, a priori instalada no quartel.
Como a necessidade de disponibilizar à população um meio de acionamento rápido da Polícia Militar foi estabelecido que a discagem em aparelhos residenciais ou públicos do número "190" fosse o de atendimento policial. Assim surgiu o serviço de radiopatrulhamento que acomplou: chamada telefônica, uma central de recepção (via telefone) de ocorrências, uma central de despacho de ocorrências (via rádio), um certo número de viaturas em ronda nas ruas.
Foto 2: manicaca da OPM
Assim, o serviço necessitou que fosse criada uma unidade policial militar para prestar esse atendimento. Surge então a Rádio Patrulha, Companhia Independente de Rádio Patrulha (CIRP) que foi extinta, em Belém, nos anos de 1999/2000.
Da Rádio Patrulha têm-se alguns vestígios como é o caso da braçadeira utilizada pelos policiais militares que atuavam nas viaturas, bem como a manicaca da unidade.
Tais objetos foram doados ao Museu da Polícia Militar do Pará, que funciona provisoriamente no Comando Geral da Corporação, na Rodovia Augusto Montenegro, km 09, 8401, bairro do Parque Guajará, no Salão Nobre do Comando Geral, que abriga o Memorial Orvácio Deolindo da Cunha Marreca, inaugurado pelo Exmº Sr. Governador do Estado, Dr. Simão Jatene.

Doações e contatos:
Email: <historia@pm.pa.gov.br>
Fone: 3115-5950
91 9 8500-7335